Chave ou Fechadura?

Ela olhou pela janela, e espreitou pela fechadura. Traduz-se numa palavra mítica de dez letras, coagulada entre cinco consoantes e cinco vogais, um número democrático na sua plenitude cega de equidade.
A sua percepção é tão egoísta como a consonância entre dois sons gémeos separados à nascença, que quando unidos soa a hipocrisia. E para qualquer fechadura uma chave é requerida, seja de ouro ou de prata uma delas de certeza mata. Excepto a de cobre, se tiveres um coração puro e um olhar de nobre.
Verás assim toda a magistralidade e ostentação de mundos paralelos, universos ramificados entre a janela e a fechadura. Todo um poder deferido e embrulhado como um presente de aniversário tatuado numa caixa de pandora.

O maior cego é aquele que não quer ver. E ela anda por aí.

André M.

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