Comerciante

Mas com que graça
se vende nesta praça?
Se bebo vinho pela taça
enquanto gente passa?

Sou nobre como o rei,
já vendi onde nunca pensei.
Já sorri, já despertei
oh moça que beijo eu te roubei?

Não levas quase nada
nem parece que és minha amada,
já te chamei de namorada
na bebedeira de uma madrugada!

Ouro já vendi,
prata eu guardei para ti.
Sou nobre enquanto escrevi
este poema como álibi.

André M.

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