Tocar do outro lado

Frio..
o quanto estás distante,
ao vaguear pelas ruas
pela sombra de um sol radiante.
O medo..
expectante na calada do sorriso,
em tons mais leves que o próprio ar
é sombrio, rasgado por um riso.
Num tilintar de um coração a chorar..
A procura é constante
num aperto de olhares desguarnecidos,
refugiados no reflexo de um espelho..
perdidos ou inteiramente desconhecidos.
Procurar-me a mim próprio
é como completar um puzzle de estrelas cadentes,
pintadas no céu de uma órfã madrugada..
Invisíveis ao teu rosto de toque quente,
e de um amor tão reluzente..

André M.

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